sábado, 23 de agosto de 2008

Qual a importância do dólar no dia-a-dia do brasileiro?

Muitas vezes nos perguntamos porque o dólar afeta nossas vidas. Nesse sentido, o que tem a moeda norte-americana, cujo valor é administrado pelo Banco Central dos EUA, a ver com aqueles que pegam ônibus, trem, metrô, ou enche o tanque do carro para ir trabalhar/passear? Primeiro, o padrão monetário internacional, antes baseado no ouro, mudou para o dólar após a 2ª Guerra Mundial. Todas as moedas, da China à Índia, passando pela Europa e Oriente Médio e chegando ao Brasil, oscilam segundo o valor do dólar. É essa moeda que vale como meio de troca nas transações comerciais (mercadorias) e nas financeiras (dinheiro físico).

Se você for ao Chile e pagar em reais, o lojista chileno pegará uma tabela e converterá seus reais em dólar. É assim no mundo todo. Há alguns anos, a Argentina adotou o padrão dólar, onde 1 peso valia 1 dólar. Ao tornar o peso tão forte quanto a moeda americana, a Argentina passou a perder exportações, pois o preço dos produtos daquele país passaram a ficar caros demais. Além disso, o BC da Argentina transferiu para o BC dos EUA a responsabilidade de fixar o preço do peso - pois se a moeda argentina valia o mesmo que o dólar, quem definia seu preço eram os americanos. Resultado: fiasco total.

Todos os países do mundo procuram fazer com que suas moedas valham menos que o dólar (a desvalorizam), pois assim seus produtos de exportação ficam mais baratos e ganham competitividade. No caso do Euro, o padrão monetário da Zona do Euro, vale mais que o dólar. E exatamente por isso, está atraindo e pode superar o dólar como padrão de troca global nos próximos anos.

O caso brasileiro é o seguinte: o Governo FHC deixou um câmbio (relação real/dólar) excelente para o exportador. Só que dentro do governo Lula, essa relação vem caindo. O real valia R$ 3,53 por dólar em janeiro de 2003. Hoje vale R$ 1,63, ou seja, valorizou-se 53,82% Isso representa que o produto brasileiro ficou 53,82% mais caro. Quando isso acontece, perdem-se exportações, empregos e impostos dentro do país. Por outro lado favorece as importações, que pode favorecer na compra de equipamentos e máquinas com alta tecnologia e também favorecer ao turismo para o exterior.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A inflação está de volta !!!

Podemos até não saber a fundo o que significam expressões como inflação, PIB e câmbio, mas o certo, é que a economia desempenha um papel muito importante na nossa vida.

É muito importante identificarmos, como os indicadores econômicos influenciam o nosso dia-a-dia.

Se a taxa de juros sobe, por exemplo, devemos tomar alguns cuidados, como pensar bem, antes comprar de um carro financiado, pois o valor do financiamento será mais caro.

Pois bem, sem entrar em mais detalhes agora, nesse meu 1° post, falarei de um tema já conhecido e que está de volta a nossa realidade brasileira: a inflação !

A inflação foi o terror da década de 80 e começo de 90. Quem vivenciou o plano cruzado (1986), o plano bresser (1987), o plano verão, o plano Collor I (1990) e Collor II (1192)[1], sabe muito bem os prejuízos que a inflação pode trazer .

A inflação nada mais é do que um aumento geral de preços na economia. Apesar de parecer simples o conceito, medir a inflação é algo complexo. Para isso os institutos medem a inflação, atribuindo uma cesta de produtos comuns para a população (alimentação, habitação, transporte e educação), podendo variar a cesta de acordo com o instituto.

Mais importante que comprrender a composição do índice de inflação, é entender como ela afeta diretamente as nossas vidas.

Exemplo: você teve um aumento no salário de 5%, porém os preços do produtos foram reajustados com 8%. Embora você tenha recebido mais no final do mês, quando for ao supermercado, não conseguirá comprar a mesma quantidade de produtos que comprou no mês passado.

Apesar do controle da inflação não estar diretamente ligado a nós, podemos nos precaver e também nos beneficiarmos com um aumento da inflação.

· EVITAR:

Aplicações com taxas pré-fixadas;
Financiamento com taxas corrigidas pela inflação;
Financiamentos longos;
Não considerar a inflação nos gastos pessoais;
Se iludir com o aumento no salário, sem considerar o custo da inflação.

· APROVEITAR:

Aplicações com taxas pós-fixadas;
Compra de títulos públicos corrigidos pelos índices de inflação (IPCA, IGP-M);
Ficar atento as ações com preços baixos e que podem gerar ganhos futuros;
Fazer ajustes no orçamento pessoal.


[1] Todos esses foram planos de diversos governos, que visavam acabar com a inflação. Todos sem sucesso.