Podemos até não saber a fundo o que significam expressões como inflação, PIB e câmbio, mas o certo, é que a economia desempenha um papel muito importante na nossa vida.
É muito importante identificarmos, como os indicadores econômicos influenciam o nosso dia-a-dia.
Se a taxa de juros sobe, por exemplo, devemos tomar alguns cuidados, como pensar bem, antes comprar de um carro financiado, pois o valor do financiamento será mais caro.
Pois bem, sem entrar em mais detalhes agora, nesse meu 1° post, falarei de um tema já conhecido e que está de volta a nossa realidade brasileira: a inflação !
A inflação foi o terror da década de 80 e começo de 90. Quem vivenciou o plano cruzado (1986), o plano bresser (1987), o plano verão, o plano Collor I (1990) e Collor II (1192)[1], sabe muito bem os prejuízos que a inflação pode trazer .
A inflação nada mais é do que um aumento geral de preços na economia. Apesar de parecer simples o conceito, medir a inflação é algo complexo. Para isso os institutos medem a inflação, atribuindo uma cesta de produtos comuns para a população (alimentação, habitação, transporte e educação), podendo variar a cesta de acordo com o instituto.
Mais importante que comprrender a composição do índice de inflação, é entender como ela afeta diretamente as nossas vidas.
Exemplo: você teve um aumento no salário de 5%, porém os preços do produtos foram reajustados com 8%. Embora você tenha recebido mais no final do mês, quando for ao supermercado, não conseguirá comprar a mesma quantidade de produtos que comprou no mês passado.
Apesar do controle da inflação não estar diretamente ligado a nós, podemos nos precaver e também nos beneficiarmos com um aumento da inflação.
· EVITAR:
Aplicações com taxas pré-fixadas;
Financiamento com taxas corrigidas pela inflação;
Financiamentos longos;
Não considerar a inflação nos gastos pessoais;
Se iludir com o aumento no salário, sem considerar o custo da inflação.
· APROVEITAR:
Aplicações com taxas pós-fixadas;
Compra de títulos públicos corrigidos pelos índices de inflação (IPCA, IGP-M);
Ficar atento as ações com preços baixos e que podem gerar ganhos futuros;
Fazer ajustes no orçamento pessoal.
[1] Todos esses foram planos de diversos governos, que visavam acabar com a inflação. Todos sem sucesso.
5 comentários:
Tiago, muito interessante o tema do seu blog. Realmente economia é algo que muitos comentam, alguns já ouviram falar e ninguém entende!
Parabéns pela iniciativa.
Bjs,
Nani*
Com relação a inflação....
No ano passado houveram inúmeras discussões falando que poderia haver uma redução maior da SELIC. Agora com essa retomada da inflação (em proporções MUITO menores que o período mencionado pelo Tiago), houve um aumento da SELIC, e muitos que eram a favor de um redução maior da SELIC no ano passado, agora diz que o governo agiu bem ao manter reduções conservadoras. Mas com isso vem uma pergunta.
Se houve reduzido em um proporção um pouco maior a SELIC naquele momento, a inflação talvez estaria um pouco mais baixa agora ?
Afinal com os juros menores, poderíamos ter obtido maior produção no período anterior, com isso havendo altas menores nos preços que as atuais.
Concordo que o aumento da produção é realmente um dos melhores caminhos...ou melhor é o mais saudavel! o problema é que em economia nada é previsível...
Caso a taxa SELIC tivesse sofrido reduções maiores, a consequência seria o aumento da produção, porém poderiam crescer outros problemas relacionados a liquidez de mercado...o que também levaria a um aumento diferente na inflação agora..é difícil saber...
Segue um link de uma reportagem que mostra um pouco dos dados relacionados:
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco213085,0.htm.
Lembro-me que, quando comecei a trabalhar, a inflação era demasiadamente alta. Uma coisa terrível. De um mês para o outro, o salário quase que duplicava,e mesmo assim, não dava pra comprar as mesmas coisas que dava pra comprar no mês anterior... Espero que esse tempo não retorne!
Hoje estamos bem. Conseguimos comparar preços, etc. Espero que o "passado" não nos atropele novamente...
Um abraço,
Marcia C
Fala Tiago, blza?
Boa matéria!!!
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