Muitas vezes nos perguntamos porque o dólar afeta nossas vidas. Nesse sentido, o que tem a moeda norte-americana, cujo valor é administrado pelo Banco Central dos EUA, a ver com aqueles que pegam ônibus, trem, metrô, ou enche o tanque do carro para ir trabalhar/passear? Primeiro, o padrão monetário internacional, antes baseado no ouro, mudou para o dólar após a 2ª Guerra Mundial. Todas as moedas, da China à Índia, passando pela Europa e Oriente Médio e chegando ao Brasil, oscilam segundo o valor do dólar. É essa moeda que vale como meio de troca nas transações comerciais (mercadorias) e nas financeiras (dinheiro físico).
Se você for ao Chile e pagar em reais, o lojista chileno pegará uma tabela e converterá seus reais em dólar. É assim no mundo todo. Há alguns anos, a Argentina adotou o padrão dólar, onde 1 peso valia 1 dólar. Ao tornar o peso tão forte quanto a moeda americana, a Argentina passou a perder exportações, pois o preço dos produtos daquele país passaram a ficar caros demais. Além disso, o BC da Argentina transferiu para o BC dos EUA a responsabilidade de fixar o preço do peso - pois se a moeda argentina valia o mesmo que o dólar, quem definia seu preço eram os americanos. Resultado: fiasco total.
Todos os países do mundo procuram fazer com que suas moedas valham menos que o dólar (a desvalorizam), pois assim seus produtos de exportação ficam mais baratos e ganham competitividade. No caso do Euro, o padrão monetário da Zona do Euro, vale mais que o dólar. E exatamente por isso, está atraindo e pode superar o dólar como padrão de troca global nos próximos anos.
O caso brasileiro é o seguinte: o Governo FHC deixou um câmbio (relação real/dólar) excelente para o exportador. Só que dentro do governo Lula, essa relação vem caindo. O real valia R$ 3,53 por dólar em janeiro de 2003. Hoje vale R$ 1,63, ou seja, valorizou-se 53,82% Isso representa que o produto brasileiro ficou 53,82% mais caro. Quando isso acontece, perdem-se exportações, empregos e impostos dentro do país. Por outro lado favorece as importações, que pode favorecer na compra de equipamentos e máquinas com alta tecnologia e também favorecer ao turismo para o exterior.
Por que tudo custa tão caro no Brasil?
Há 13 anos